Saiba como prevenir e também como tratar; o tutor precisa estar atento para intervir a tempo de evitar que o problema se torne crônico

Conheça a Erlichiose, doença do carrapato

Quem tem cachorro sabe que, além de cuidar do animal, precisa se preocupar com o ambiente, para evitar a proliferação de parasitas que podem causar doenças e incômodos para toda a casa. Um deles é essa doença de nome esquisito: Erlichiose, também conhecida popularmente como "doença do carrapato".

Essa é uma doença infecciosa que atinge principalmente os cachorros e chega até eles pelos carrapatos. Por isso, oferecer remédios antipulgas e carrapatos para o seu animal regularmente é uma importante forma de prevenção. Mas, antes de falarmos disso, vamos entender mais sobre a doença.

Como o meu cachorro pode pegar Erlichiose?


A principal forma de transmissão é de um cachorro contaminado para outro sadio, geralmente por meio do carrapato marrom, muito comum em animais domésticos. Em geral, o carrapato causa apenas coceira e incômodo no animal, mas o problema maior é que ele pode ser vetor de doenças, como essa.

O que acontece é que o carrapato consegue, por meio da picada, atingir os glóbulos brancos do seu cachorro, ou seja, suas células de defesa. No organismo do cão, essa bactéria (ehrlichia) se multiplica e pode atacar os linfonodos e órgãos como fígado e baço.

Quais são os principais sintomas?


Os sintomas podem variar dependendo da reação do organismo do cão infectado, mas também variam de acordo com a fase da infecção que, em geral, são três. É importante que o tutor esteja atento aos sintomas para identificar o problema no início, pois o tratamento precoce é fundamental para que a doença não evolua.
 

Fase aguda


Essa é a fase inicial da doença, quando o animal provavelmente ainda pode transmiti-la. Dura, em média, de duas a três semanas. O problema é que os principais sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças menos graves. Os principais são:

  • febre;
  • perda de peso;
  • falta de apetite;
  • tristeza.;
  • vômito;
  • sangramento no nariz ou na urina;
  • manchas avermelhadas;
  • dificuldades para respirar.

Fase subclínica


Essa é uma fase mais grave, principalmente porque o animal não apresenta muitos sintomas clínicos. Costuma durar de 6 a 10 semanas e pode ser identificada por exames de sangue. Em alguns casos, no entanto, alguns sintomas podem aparecer, como:

  • inchaço nas patas;
  • sangramentos;
  • mucosas pálidas;
  • em casos mais graves, cegueira.

Caso a doença não seja tratada nessa fase, pode evoluir para a fase crônica, que é a mais grave.

Fase crônica


Na fase crônica a doença pode começar a ter características autoimunes, o que a torna mais agressiva para o animal e dificulta o tratamento. Nesse período, os sintomas da fase aguda podem voltar mas, além deles, outras complicações podem surgir:

  • aumento do baço;
  • abdômen sensível e dolorido;
  • edemas nos membros;
  • depressão;
  • hemorragias;
  • diarreia;
  • anemia;
  • pneumonia;
  • problemas de pele.

Tem tratamento?


A doença pode ser tratada em qualquer uma das fases, à base de medicamentos, que devem ser receitados por um médico veterinário. Quanto mais avançado está o problema, no entanto, mais tempo ele pode demorar. Com isso, o cachorro corre mais riscos e os sintomas e incômodos serão mais intensos.

Para se ter ideia, um tratamento iniciado na fase aguda costuma ter sucesso em 21 um dias, enquanto um que já começa na fase crônica pode levar mais de oito semanas. Geralmente, a identificação da fase é feita por um clínico, com base nos sintomas e em exames de sangue.

Se a doença evoluir para casos graves, podem ser necessárias outras intervenções, como administração de soro ou transfusão de sangue.

Como prevenir?


A prevenção é sempre a melhor opção e, no caso da Erlichiose, ela é feita, basicamente, mantendo os carrapatos longe. Algumas maneiras de fazer isso são:

  • examinar o seu cão periodicamente para verificar se há a presença do parasita e, se encontrar algum, iniciar o tratamento para eliminá-lo o quanto antes;
  • administrar regularmente produtos anticarrapatos, especialmente se o seu animal convive com outros cães;
  • manter os lugares onde o animal circula sempre limpos;
  • se tiver jardim, aparar a grama com regularidade.